sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Greve

Números da adesão à greve dos trabalhadores da Função Pública:

- os sindicatos afirmam que a greve superou os 100%
- o Governo refuta, dizendo que a greve cifrou-se abaixo dos 0%.

Isto irrita! III

- Receber um aviso de que há uma nova mensagem na caixa de correio electrónico, ir ver e ser... uma mensagem promocional do MSN...

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Acordo Ortográfico

Já estava na altura de falar no novo Acordo Ortográfico, que parece que mais cedo ou mais tarde entrará em vigor.

Note-se bem algumas das palavras que se mudarão e não se mudarão, segundo o linguista D'Silvas Filho:

"SEQUÊNCIAS CONSONÂNTICAS (ct, cc, cç, pt, pc, pç, etc.)

É neste capítulo que as alterações serão mais significativas em Portugal, pois serão retiradas das palavras muitas consoantes que não são articuladas. Mas algumas variantes registadas no Vocabulário da Academia Brasileira de Letras também certamente deixarão de existir.

Conservam-se, sem alteração, no novo acordo, como no anterior, quando são invariavelmente proferidas nas duas línguas cultas Portugal e Brasil: compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural, adepto, apto, díptico, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto, egípcio, opcional, etc.). Quando as consoantes são proferidas, mesmo restritamente, darão, no novo acordo, origem a duplas grafias: dicção/dição, sector/setor.. Mas se a pronúncia é diferente nos dois países, no novo acordo haverá também dupla grafia: aspecto/aspeto, cacto/cato, caracteres/carateres, facto/fato, ceptro/cetro, conceção/concepção, corrupto/corruto, recepção/receção. Como se explica melhor nas conclusões finais, repare-se que, nos casos de duplas grafias, pode-se continuar com a grafia anterior.

No novo acordo, há muitas palavras onde estas consoantes desaparecem, passando a escrever-se: ação, acionar, adjetival, adjetivo, adoção, adotar, afetivo, apocalítico, ativo, ato, ator, atual, atualidade, batizar, coleção, coletivo, contração, correção, correto, dialetal, direção, direta, diretor, Egito, eletricidade, eletro-ótica, exatidão, exato, exceção, excecionalmente, exceções, excetuado, excetuando, excetua-se, ex-diretor, fator, fatura, fração, hidroelétrico, inspetor, letivo, noturno, objeção, objeto, ótimo, projeto, respetiva, respetivamente, tatear. Nas sequências interiores mpc, mpç e mpt, se o p for eliminado, o m passa a n: assunção, perentório, suntuoso. Repare-se também que é fácil saber quando não se deve escrever a consoante: será quando não for articulada. (...)"


Ou seja: "objecto" fica sem o C, "aspecto" pelos vistos mantê-lo-á. ISTO TEM LÓGICA?! Que eu saiba, se as palavras portuguesas mantêm a dupla grafia NÃO É apenas por uma razão etimológica, é porque influenciam a vogal que está anteposta!

Continuando:


"Nas sequências bt, gd, mn, tm, o novo acordo deixa que seja facultativo conservar ou suprimir a consoante muda, o que dará lugar a duplas grafias, mas permite continuar com a grafia anterior: amígdala/amídala, amnistia/anistia, amnistiar/anistiar, aritmética/arimética, assumpção/assunção, assumpcionista/assuncionista, assumptível/assuntível, indemne/indene, indemnizar/indenizar, omnipotente/onipotente, omnisciente/onisciente, peremptório/perentório, súbdito/súdito, subtil/sutil, sumptuosidade/suntuosidade , sumptuoso/suntuoso. (...)"


Mal seria: agora tiramos consoantes sem mais nem menos? "Indenizar?" "Arimética"? Será que vou deixar de me chamar Edgar para passar a ser Egar?

Mais: parece que os acentos na primeira pessoa do plural dos verbos no pretérito perfeito do indicativo (e que só restavam nos verbos com tema em -a) vão desaparecer de vez, o que legitima dizer-se "Nós andamos" em vez de "Nós andámos". Na minha opinião, neste aspecto particular deveria haver mais acentos (como na ortografia anterior à actual) em vez de os tirar, só porque anda gente a queixar-se de que há acentos a mais (e qual é o problema?). E veja-se bem que neste caso particular da ortografia mesmo pelo contexto pode ser difícil distinguir o presente do pretérito perfeito.

"As terminações verbais êem deixam de ser acentuadas em Portugal e no Brasil (ex.: creem, deem, leem, veem, incluindo os verbos com as mesmas terminações (ex.: descreem, releem, reveem, etc.)". Mais um disparate: para mim estas palavras passam a ser agudas (ou oxítonas)!

"(Trema). Sem alteração para Portugal. O trema deixa de ser legal no Brasil nas sequências gu e qu seguidas de e ou i, quando o u se pronuncia (ex.: aguentar, frequente)." Neste caso é o próprio Brasil que fica a perder. O trema faz falta. Devia regressar à escrita em vez de ser definitivamente suprimido. Depois queixem-se dos "sekestros".


" Sem alteração na ênclise e na tmese, mas suprimido nas formas monossilábicas do verbo haver também para Portugal: hei de, hás de, há de, hão de." Agora sim, vamos ter os vírus "hades" e o "hadem" a propagarem-se!

"(Letras iguais no fim do primeiro elemento e início do segundo elementos) Sem alteração na generalidade, mas o novo acordo estende a regra a outras palavras tradicionalmente fundidas em Portugal e no Brasil, como: eletro-ótica, micro-onda. (...)" Finalmente alguma coisa com sentido!

"(inicial minúscula) Há algumas simplificações para minúscula no novo acordo: Escrevem-se com inicial minúscula: os meses e estações do ano também para Portugal: outubro, primavera". Já agora, porque não as fases da lua? :x

E assim querem "simplificar" o português...

domingo, 25 de novembro de 2007

Telenovelas

Más notícias. Ao contrário da tradição ancestral de dar às telenovelas o nome da música do seu genérico, desta vez a TVI optou por chamar "Fascínios" à sua próxima telenovela, e cuja canção do genérico será "Encosta-te a Mim", do futuro lançador de OPA's sobre a William Lawson's, Jack Daniel's, JB, etc.: Jorge Palma.
Más notícias porque lá para 2009 poderíamos já ter músicas pimba como genéricos das telenovelas. Desta forma, já não poderemos imaginar telenovelas com os seguintes nomes:

- "Quero cheirar o teu bacalhau"
- "Não és homem para mim"
- "Ai destino, ai destino"
- "Chupa no dedo"
- "Pisca, pisca"
- "A garagem da vizinha"
- "Sonhador"
- "Tic, tic, tic"
- "Nós pimba, nós pimba"
- "Comunhão de bens"
- "Nunca gastes tudo" --> não ler "não cagastes tudo"
- "A coisa aqui está preta"
- "Vai um balde de água fria"
- "Preciso de um herói"
- "xa la la la li, não quero mais de ti" --> refrão de uma canção dos Xanadu cujo título também não conheço
- "Minha vaca louca"
- "E quando quero ver aquele amor meu, pego num burrito e lá vou eu"
- "Aperta, aperta com ela"
- " Estupidamente apaixonado"
- "Tira a mãozinha daí"
- "Eu gosto de mamar nos peitos da cabritinha"
- "Perfume de mulher"

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Velocidades

No outro dia na RTP Memória estava a dar uma reportagem de um Telejornal de 1997, na qual se apresentava uma maquete dos comboios que iriam fazer a travessia da ponte 25 de Abril a partir de 1999.
Simplesmente curioso foi o que se ouviu cerca do fim da reportagem: algum alto responsável, não sei se era do Governo ou não, anunciou que entre Fogueteiro e Entrecampos o comboio levaria 17 minutos. A verdade é que o comboio leva, no mínimo, 26... não é que seja mau, mesmo de carro é difícil dar um banho ao comboio...
Mas a questão fica no ar. De 17 para 26, proporcionalmente a diferença é grande. Como será com o TGV, se ele vier a avançar? Anunciarão duas horas entre Lisboa e Porto e ele demorará três?

Isto enraivece! II

QUERER DORMIR E HAVER GENTE EM CASA A MEXER EM SACOS PLÁSTICOS OU OUVIR O TERRÍVEL SOM DE CHAVES A CAÍREM NO CHÃO...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Hugo Chávez

Parece que o presidente da república venezuelana decidiu dar cá um pulinho. A grande questão está em como vão reagir certos sectores da sociedade à sua presença. Como o calar?

- manifestantes da causa de Olivença mandam-no calar, porque aparentemente todos os outros habituais manifestantes são partidários do quase monarca venezuelano;
- Chávez vai assistir a um debate parlamentar e põe-se aos gritos dizendo "¡Vaya! Mi camarada Casete Jerónimo!" e Jaime Gama mete-o na ordem;
- Chávez encontra por acaso Valentim Loureiro na rua e este põe-se a falar tão alto que o Chávez não tem outro remédio senão ficar calado;
- aparece Alberto João Jardim e os dois ficam a discutir sobre se o Danny do Dínamo de Moscovo é madeirense ou venezuelano e o Alberto João Jardim espeta-lhe uma banana como se fosse uma rolha;
- Chávez vai assistir a uma gravação do Preço Certo e Fernando Mendes pede "silêncio por favor", depois de Chávez insistentemente apregoar "diecinueve mil, ¡ignorante!"