De certeza que toda a gente já recebeu mensagens de correio electrónico e recados de pessoas suas conhecidas que, quando alguma coisa corre mal, lá vêm com o argumento de que há quem esteja pior: "tanta gente que não tem casa, que passa fome, que é deficiente, que sonhava ter o conforto ou as condições que tu tens, etc. (...) e tu ainda te queixas". Sim, há que admitir que é verdade.
De seguida e como que automaticamente, apresenta-se o seguinte argumento: "não é a queixares-te que resolves o teu problema". Pois não. Mas o contrário também não resolve.
Tudo isto me leva a pensar no que é que "pode" ser importante na vida de alguém ou não e de que maneira isso influencia a sua felicidade.
Pensemos no primeiro argumento. Antigamente havia muito mais fome que agora, a maioria das pessoas vivia miseravelmente, as doenças não tinham cura, não havia as diversões que há hoje. Seriam todos forçosamente infelizes? E agora, as pessoas que (infelizmente) continuam desfavorecidas pelos mais diversos factores (económicos, políticos, naturais, etc) serão infelizes só porque não têm o mesmo acesso às comodidades de uma pessoa "normal" de um país desenvolvido?
Serão as "pequenas" coisas da vida assim tão irrelevantes? O amor, o trabalho, a família, as relações interpessoais, os objectivos que planeamos! Será que isto não interessa? Será que os fracassos nestas áreas não podem pôr uma pessoa infeliz? Estará uma pessoa condenada a ser segregada por se queixar dos seus infortúnios? Não alimentamos expectativas que se tornam em desilusões? Teremos de estar sempre a ser falsos com um sorriso amarelo? Porque é que todos "podem" estar tristes e cada um de nós não? Por muito que se considere uma visão perfeccionista da vida, não podemos não gostar que as coisas nos corram mal?
É verdade que é triste estar triste... e parecer-se um triste...
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Multibanco
Ontem passei a saber que o máximo dinheiro que se pode levantar de uma caixa multibanco de uma só vez (nota: eu não vi a parte dos "outros levantamentos") é 150 euros, a não ser, claro, que se esteja munido de um pé-de-cabra e a caixa multibanco esteja num tribunal.
Regresso
Peço desculpa pelo atraso, mas a partir do próximo fim-de-semana já regressarão as ligações para os vídeos dos golos das principais competições futebolísticas.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Férias
Agora estou de férias e não tenho condições para actualizar os golos desde a semana passada. Regresso no final de Agosto.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Aprender o que já se sabe
Nada nos deixa mais felizes que ajudar alguém de que gostamos a encontrar o caminho da felicidade...
terça-feira, 1 de julho de 2008
Baixa do IVA
Que engraçado, o IVA baixou 1% e logo a comunicação social se apressou a descrever a coisa como "quase nada, é para gozar com as pessoas". Quando aumenta 1% fazem um escândalo como se tivesse aumentado 10% :X
Liga dos Últimos
O texto que se segue é retirado (sem permissão ihih) do blog http://myblogisaflop.blogspot.com/2008/02/liga-dos-ltimos-e-o-imperial-sport.html
"Semana após semana, podemos ver o melhor do nosso Portugal, onde o futebol até acaba por ser secundário. Liga dos Últimos, mais do que um programa desportivo é acima de tudo um retrato social do verdadeiro país em que vivemos. O país que existe para além daquilo que os programas mais mediáticos de crítica social nos apresentam, ou seja, personalidades ditas vips que mais não fazem que organizar festas e mostrar os novos implantes de silicone.
Êxtase, Só Visto, Caras Notícias, Contacto, Lux, etc., são programas cuja abordagem à sociedade é tudo menos um retrato verdadeiro do país em que vivemos. O verdadeiro Portugal dos 800 mil analfabetos, o país do salário mínimo de 400 euros, o autêntico penico à beira-mar plantado, pode ser visto na Liga dos Últimos. É-nos oferecido o trerato do verdadeiro português, do mítico Zé Manel que trabalha 6 dias por semana no duro para chegar ao domingo e abstrair-se dos problemas entretendo-se com uma futebolada. Aquele portuga que de manhã vai à missa e reserva a tarde para ver o clube da terra jogar no pelado".
Está tudo dito, embora o meu vício futebolístico me leve a apontar falhas à parte das "Ligas Esquistas" no programa, pois as informações que lá aparecem são de desconfiar... Por exemplo, na semana passada puseram a Casa do Benfica de Andorra apenas com um ponto, quando na verdade somaram 7 (1 na 1ª fase e 6 na 2ª fase, a contar para a despromoção)!
"Semana após semana, podemos ver o melhor do nosso Portugal, onde o futebol até acaba por ser secundário. Liga dos Últimos, mais do que um programa desportivo é acima de tudo um retrato social do verdadeiro país em que vivemos. O país que existe para além daquilo que os programas mais mediáticos de crítica social nos apresentam, ou seja, personalidades ditas vips que mais não fazem que organizar festas e mostrar os novos implantes de silicone.
Êxtase, Só Visto, Caras Notícias, Contacto, Lux, etc., são programas cuja abordagem à sociedade é tudo menos um retrato verdadeiro do país em que vivemos. O verdadeiro Portugal dos 800 mil analfabetos, o país do salário mínimo de 400 euros, o autêntico penico à beira-mar plantado, pode ser visto na Liga dos Últimos. É-nos oferecido o trerato do verdadeiro português, do mítico Zé Manel que trabalha 6 dias por semana no duro para chegar ao domingo e abstrair-se dos problemas entretendo-se com uma futebolada. Aquele portuga que de manhã vai à missa e reserva a tarde para ver o clube da terra jogar no pelado".
Está tudo dito, embora o meu vício futebolístico me leve a apontar falhas à parte das "Ligas Esquistas" no programa, pois as informações que lá aparecem são de desconfiar... Por exemplo, na semana passada puseram a Casa do Benfica de Andorra apenas com um ponto, quando na verdade somaram 7 (1 na 1ª fase e 6 na 2ª fase, a contar para a despromoção)!
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