terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Novo fracasso dos Coletes Amarelos

No sábado tivemos mais uma manifestação dos Coletes Amarelos. Novo fracasso. Temo que seja sempre assim.
Um dos manifestantes afirmou que eles não são um grupo de arruaceiros, contrariamente aos de Paris. Realmente, quando alguém pensa nos Coletes Amarelos, pensa logo em gente que vai destruir o que houver para ser destruído, como o Daesh nos ensinou.
A solução é simples: mudem de indumentária.
Primeiro, pensei em manifestação dos Sapatos Vela. Mas cheguei à conclusão de que não seriam muito visíveis, excepto para aquelas mulheres que sabem como toda a gente está calçada.
Depois, pensei na manifestação das Camisas aos Quadrados. Mas isto pareceria muito masculino e pouco prático em dias de muito frio.
E à terceira foi de vez: a manifestação das Écharpes. Facilmente visíveis, reunirão consenso entre lesados do BES, malta que estará lá só porque sim, gente ligada à cultura e às artes, pseudo-intelectuais e indivíduos que têm a mania de dizer que foram a Barcelona.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Coletes Amarelos

Hoje foi o grande dia, em que os Coletes Amarelos "pararam" o país.
Opinar sobre o motivo que os levou a manifestarem-se seria dar importância a coisas sem importância nenhuma, como impostos, salários, reformas, corrupção, etc.
Vou centrar-me no depoimento de um manifestante, o qual referiu o seu desagrado pela fraca adesão da população: "estão 5 polícias por manifestante, o que demonstra que o povo está contente com as coisas e entretém-se é a festejar nos jogos de futebol".
É sabido que nestes momentos o futebol é o bode expiatório das diversas desgraças a que as pessoas são submetidas, como se fosse ofensivo festejar os sucessos da nossa equipa. Não é o mais importante da vida, mas não é a razão das desgraças.
Na rádio a repórter afirmava que a banda sonora incluía uma mistura entre José Afonso, o hino nacional - e, sugeriria eu, José Mário Branco. Podíamos ter a seguinte sequência:

Qual é a tua, ó meu
 P'ra andares a dizer
"quem manda aqui sou eu"?
Às armas! Às armas!
Pela pátria lutar!
Ti-ri-ri-ri-ri ti-ri-ri-ri-ri
 ti-ri-ri-ra-ra-ru-ri-iá-ié.

Lusitanismo insuficiente: se se conhecesse bem Portugal e os portugueses, é óbvio que há alturas muito melhores que outras para organizar manifestações, aquilo que em estrangeiro se diz timing.
São de evitar as seguintes épocas:
- Carnaval
- Santos populares
- Marcha do orgulho LGBT/gay/tuning/GTi de 130 cavalos
- 12/13 de Maio/Outubro
- noite do Halloween
- de 1 de Julho a 15 de Setembro
- quarta sexta-feira de Novembro
- quadra natalícia
- dia em que o campeonato nacional de futebol sénior masculino fica decidido
- dias de jogo da selecção nacional de 2 em 2 anos
- 11 de Novembro.

Têm o resto do calendário. Experimentem fazer a manifestação na passagem de ano para depois atirarem à cara dos portugueses que eles preferiram olhar para o fogo-de-artifício.
Por último, o colete amarelo pode ser uma bela fatiota para usar no próximo Carnaval, até porque isto de os homens se mascararem sempre de mulheres já cansa.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Verbo secalhar

Presente do indicativo:

Eu secalho
Tu secalhas
Ele/Ela secalha
Nós secalhamos
Vós secalhais
Eles/Elas secalham

Podem sempre completar o restante paradigma verbal. É fácil, é um verbo regular.



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Leituras de restaurante

Pesadelo na Cozinha:

- eu acho que o comum dos mortais quando se sente "um bocado maldisposto" não vai de propósito a restaurante para pedir um bacalhau com batatas sem azeite;
- crianças a distribuir o pão: onde está a ASAE quando é necessário?;
- sala de leitura no restaurante: eu pensava que um restaurante e uma clínica dentária não tinham nada em comum. Afinal sim: o cliente está todo entretido a meio do segundo capítulo de um romance (o que indicia que já está à espera da refeição há algum tempo) e lá chega o maranho. Oh que chatice, logo agora que o enredo estava a ficar interessante.

sábado, 8 de setembro de 2018

Macedónia do Norte

Hoje passou na SIC Notícias um rodapé a dizer que vai ser referendada a mudança de nome da Macedónia para Macedónia do Norte, e tudo porque a Grécia insiste que lá porque a Macedónia se chama Macedónia vai correr a querer o território grego fronteiriço e que também se chama Macedónia.
Julgava eu que ninguém queria saber disso, mas a partir do momento em que Angela Merkel resolve "recomendar" que se aprove a mudança de nome é porque afinal isso interessa.

Por mim não há problema que se mude de nome para Macedónia do Norte. Considerando que se entende que a nomenclatura passa a distinguir claramente as duas Macedónias, Macedónia do Norte é claramente melhor opção que a aberração Antiga República Jugoslava da Macedónia.

Mas já agora, caríssimos gregos: nunca ouvi falar de problemas da região belga chamada Luxemburgo por haver um país (e contíguo) com o mesmo nome, nem de problemas na região iraniana do Azerbaijão por haver um país (e contíguo) chamado Azerbaijão.

E se a Estremadura espanhola fosse independente? Portugal iria embirrar com o nome?

sábado, 23 de junho de 2018

sábado, 14 de abril de 2018

Masculina e feminino

Agora já se pode mudar de género só porque sim.
Jovem, se queres ingressar na carreira militar, muda de masculino para feminino. As condições de admissão são diferentes.
Sempre tiveste curiosidade em explorar os balneários ou as casas de banho do sexo/género oposto? Aproveita agora.
Estás farta das lamechices dos 8 de Março? Muda de feminino para masculino.
Gostas de ver a bandeira portuguesa subir ao alto nas grandes competições desportivas internacionais? Se os nossos melhores desportistas mudarem de masculino para feminino, seremos uma potência desportiva mundial.