segunda-feira, 30 de março de 2020

Saiba o que a Imprensa não lhe quer dizer XI

Número de falsos trabalhadores da recolha do lixo sobe em flecha durante pandemia

Um novo fenómeno gerou-se após a imposição do estado de emergência: cada vez mais gente afirma trabalhar na recolha do lixo para obter aprovação social, "o que tornará a análise dos currículos dos candidatos a empregos uma tarefa muito difícil", na opinião do especialista em empreendedorismo, iniciativa, start-ups e formação profissional Heródoto Guerra Guerreiro.
Tudo começou quando passámos a dar conta de que as únicas pessoas fundamentais para o país são os médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, motoristas de transportes públicos, motoristas de veículos pesados de mercadorias, polícias, militares, pescadores, agricultores, farmacêuticos, trabalhadores dos supermercados e trabalhadores da recolha do lixo. Na verdade, os outros apenas passam os seus dias em casa à janela a armarem-se em cozinheiros, electricistas, youtubers, humoristas, trolhas, carpinteiros e cientistas ou vão para a janela bater palmas, cantar Ó Laurindinha, vem à janela, afixar desenhos com arco-íris, fumar ou beber cervejas. Quando saem de casa, fazem-no para pôr a via dos outros em risco e a sua.

Saiba o que a Imprensa não lhe quer dizer X

Porto Editora já tem a lista de palavras para Palavra do Ano de 2020

Apesar de apenas agora estarmos no final de Março, a Porto Editora já tem preparada a lista de palavras que vai ser submetida a votação para a escolha da palavra do Ano de 2020, o que proporcionará à equipa que coordena esse concurso um ano e dois trimestres de pausa para fazerem outras iniciativas, como "A gaffe do ano" ou "O pontapé da gramática do ano".
As palavras que poderão ser escolhidas são, por ordem alfabética:

açambarcar
confinamento
distanciamento
emergência
isolamento
máscara
pandemia
quarentena
teletrabalho
zaragatoa

Saiba o que a Imprensa não lhe quer dizer IX

Início das férias da Páscoa marcado pelo desânimo entre alunos e encarregados de educação

Com a antecipação do término as actividades lectivas presenciais a 13 de Março e a sua suspensão sine die, gerou-se um clima de desânimo entre alunos e encarregados de educação.
Contrariamente ao esperado, tal não se deveu à azáfama provocada pela acumulação de teletrabalho para os encarregados de educação e teletrabalho para os filhos, mas sim pelo facto de nem uns nem outros terem um alvo fácil para manifestarem as suas frustrações.
Samantha Calduços e Fábio Calduços, alunos do 8.º ano, partiharam a sua frustração: "quando íamos às aulas, já sabíamos que íamos lá para agredir ou chamar nomes aos professores e aos funcionários e isso dava-nos gozo. Agora estamos para aqui em casa a jogar ao Fortnite e a tirar fotos ao espelho - também é giro, mas não é a mesma coisa".
Kevin Entremeadas, encarregado de educação, alinha pelo mesmo diapasão: "Antigamente, se eu quisesse safar o meu puto, era fácil: bastava chegar à escola, dizer que queria ir à secretaria e num instante estava a obrigar a professora de História a pôr certo a pergunta do teste que o miúdo tinha falhado. Agora não: eles fiam ali escondidos atrás do computador a armar sabe-se lá o quê para infernizarem a vida aos miúdos, em vez de lhes ensinarem a escola da vida".

Saiba o que a Imprensa não lhe quer dizer VIII

André Ventura: "Se fosse eu a mandar, não se passaria esta vergonha"

André Ventura garante que se estivesse no poder, não teria havido sequer um único caso de Covid-19 em Portugal.
"É uma vergonha o Governo saber que o vírus já matava pessoas na China e na Europa e é uma vergonha ter deixado que ele entrasse em Portugal. Se fosse eu a mandar, não se passaria esta vergonha! Eu teria declarado o estado de emergência logo após o primeiro caso na China! Teria encerrado as fronteiras de imediato e dado ordens à polícia para deter qualquer meliante que se atrevesse a sair à rua! Teria procedido à castração química de todos aqueles que se pusessem a mandar palpites sobre o procedimento das minhas equipas ministeriais!"

Saiba o que a Imprensa não lhe quer dizer VII

Guimarães: PSP substituída pelos White Angels

A presença dissuasora da PSP em Guimarães para que os habitantes locais se mantenham em casa durante o estado de emergência foi dispensada, após um acordo entre as forças policiais e a claque de futebol do Vitória Sport Clube, os White Angels.
O procedimento dos vitorianos tem sido o habitual: por cada transeunte visto nas ruas vimaranenses, o elemento da claque mais próximo tem o aval para agir da maneira mais natural em si, arremessando uma cadeira ao transeunte e proferindo "VAI PARA CASA, FILHO/A DO MAREGA!".

Saiba o que a Imprensa não lhe quer dizer VI

Juve Leo declara final das tréguas

A Juve Leo permitiu a Frederico Varandas respirar durante duas semanas. Porém, os responsáveis da claque leonina prometem voltar aos protestos contra o contestado presidente do Sporting Clube de Portugal, nomeadamente fomentando a exibição de cartazes e tarjas às janelas das residências dos elementos da claque, com a mensagem #VarandasOut.

Saiba o que a Imprensa não lhe quer dizer V

Portugueses baralharam-se com a mudança de hora

A mudança de hora sempre foi encarada com muito cepticismo pelos portugueses, que nunca têm a certeza se devem atrasar os relógios em Março e em Outubro.
Com o arrefecimento do estado do tempo, não foram poucos os portugueses que confundiram Março com Outubro e atrasaram o relógio em vez de o adiantarem. Devido ao confinamento domiciliário, muitos só se deram conta quando viram Marques Mendes no Jornal da Noite quando os seus relógios marcavam 19:00.
As operadoras de telecomunicações registaram um aumento significativo no número de chamadas e de mensagens entre as 21:00 e as 22:00 de domingo, tendo os valores regressado aos valores habituais após o desabafo de José Alberto Carvalho no Jornal das 8 da TVI.