Todos os anos é a mesma coisa. Quando chega a final da Taça de Portugal, durante a semana que antecede a realização da mesma lá vêm os do costume a dizer que a final da Taça devia sair do Estádio Nacional e ir para outro sítio qualquer. Ainda por cima este ano eram duas equipas do Norte! Será que se os finalistas fossem o Nacional e o Marítimo a final se deveria jogar na Madeira? E se fosse um clube da Madeira e um dos Açores? Em Newark ou em Caracas?
Para mim a final da Taça de Portugal (e a Supertaça também!) deve ser jogada no Estádio Nacional, até porque é o Estádio Nacional. E nos países onde há um Estádio Nacional, a final da Taça joga-se sempre lá.
Vamos admitir que o Estádio Nacional está podre e não tem condições como toda a gente diz. Então onde jogar? Em países como a Itália ou a Alemanha a final é sempre no estádio maior do país, quaisquer que sejam os finalistas, pelo que é lícito dizer que, se a final não for jogada no Estádio Nacional, a primeira opção tem de ser sempre o Estádio da Luz.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Exibição personalizada
De vez em quando ouve-se dizer que determinada equipa realizou uma "exibição personalizada".
Afinal de contas, o que é uma exibição personalizada?
A minha experiência diz-me que as "exibições personalizadas" só acontecem quando uma equipa empata contra outra mais forte ou vence o jogo, sempre com menos posse de bola e atacando menos que o adversário. Porque é que quando uma equipa apresenta um vendaval ofensivo nunca faz uma exibição personalizada?
Esta restrição da atribuição da expressão (olha uma aliteração) é que não faz muito sentido, na minha opinião...
Afinal de contas, o que é uma exibição personalizada?
A minha experiência diz-me que as "exibições personalizadas" só acontecem quando uma equipa empata contra outra mais forte ou vence o jogo, sempre com menos posse de bola e atacando menos que o adversário. Porque é que quando uma equipa apresenta um vendaval ofensivo nunca faz uma exibição personalizada?
Esta restrição da atribuição da expressão (olha uma aliteração) é que não faz muito sentido, na minha opinião...
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Goleadores, nacionalidades e danças
Porque é que de cada vez que um brasileiro marca um golo "houve um toque de samba"? Um golo de um argentino teve "um toque de tango". Pelos vistos há gente que não tem a mesma sorte. Um golo de Cardozo é apenas e só um golo de Cardozo, porque é do Paraguai. Um golo de Cristian Rodríguez ou de Maximiliano Pereira também não tem dança nenhuma, porque são ambos uruguaios.
Outro caso crítico são as equipas que derrotam algum dos "três grandes".
Se algum perde contra a Académica, "não estudou a lição".
Se for contra o Belenenses, "levou com a fúria azul" ou "levou n pastéis".
Se for contra o Rio Ave, "afundou-se no Rio Ave".
Se for contra a Naval, "perdeu a batalha Naval".
Se for contra o Marítimo ou com o Nacional, "levou um bailinho da Madeira".
Se for contra o Setúbal, "afundou-se no Rio Sado".
Se for contra o Leixões, "afogou-se no Mar"
E pronto, contra os outros não há problema nenhum. Se perdeu contra o Braga, "perdeu com o Braga"; se perdeu com o Paços de Ferreira, "perdeu com o Paços de Ferreira", se perdeu contra o Guimarães, "perdeu contra o Guimarães"; se perdeu contra o Estrela da Amadora, "perdeu contra o Estrela da Amadora"; se perdeu contra o Trofense, "perdeu contra o Trofense"...
Outro caso crítico são as equipas que derrotam algum dos "três grandes".
Se algum perde contra a Académica, "não estudou a lição".
Se for contra o Belenenses, "levou com a fúria azul" ou "levou n pastéis".
Se for contra o Rio Ave, "afundou-se no Rio Ave".
Se for contra a Naval, "perdeu a batalha Naval".
Se for contra o Marítimo ou com o Nacional, "levou um bailinho da Madeira".
Se for contra o Setúbal, "afundou-se no Rio Sado".
Se for contra o Leixões, "afogou-se no Mar"
E pronto, contra os outros não há problema nenhum. Se perdeu contra o Braga, "perdeu com o Braga"; se perdeu com o Paços de Ferreira, "perdeu com o Paços de Ferreira", se perdeu contra o Guimarães, "perdeu contra o Guimarães"; se perdeu contra o Estrela da Amadora, "perdeu contra o Estrela da Amadora"; se perdeu contra o Trofense, "perdeu contra o Trofense"...
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Crianças do campo
Às vezes surgem reportagens sobre crianças que vivem praticamente sozinhas em aldeias durante quase todos os 365 dias de um ano. São, geralmente, crianças alegres, imaginativas, humildes, ingénuas e felizes. Afirmam que é no campo que querem ficar toda a vida, que só se sentem felizes ali e que o ambiente urbano não as cativa.
Ficamos com a sensação de que "vejam lá como é possível ser-se feliz de uma maneira tão simples".
No entanto, as crianças apresentadas, na sua maioria, ainda andam no 1.º ciclo. Qualquer pessoa que lide com crianças dessa idade sabe elas são muito curiosas e têm tendência a gostar do espaço amplo e aberto do campo, convivendo com plantas, pedras e animais.
Mas... depois dos dez anos... gostaria de saber o que aconteceria se as levassem para viver uma cidade, com tudo o que nela existe. A criança ficaria habituada às festas e aos jogos e a tudo o que se sabe. Quereria ela regressar ao campo para viver lá?
Ficamos com a sensação de que "vejam lá como é possível ser-se feliz de uma maneira tão simples".
No entanto, as crianças apresentadas, na sua maioria, ainda andam no 1.º ciclo. Qualquer pessoa que lide com crianças dessa idade sabe elas são muito curiosas e têm tendência a gostar do espaço amplo e aberto do campo, convivendo com plantas, pedras e animais.
Mas... depois dos dez anos... gostaria de saber o que aconteceria se as levassem para viver uma cidade, com tudo o que nela existe. A criança ficaria habituada às festas e aos jogos e a tudo o que se sabe. Quereria ela regressar ao campo para viver lá?
sexta-feira, 8 de maio de 2009
E esta...?
Acabei de ouvir alguém no Telejornal, a propósito do caso do BPP a proferir a seguinte declaração: "Só confio no Primeiro-Ministro e no Ministro das Finanças". Eu acho que isto, num qualquer outro contexto, seria quase impossível de ouvir na boca de alguém...
terça-feira, 28 de abril de 2009
Tempos modernos
Devo estar atrasado no meu tempo, mas hoje foi a primeira vez que vi uma pessoa (neste caso, uma pita) de telemóvel numa mão e de saco do lixo na outra.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Bancos online
Tudo bem que as sessões de utilizadores dos sites dos bancos, quando estes movimentam dinheiro, devam ter um tempo reduzido, por questões de segurança. No entanto, há limites para tudo... no outro dia, calhou ter vontade de despejar os meus resíduos sólidos a meio de uma operação... e quando voltei, tive de fazer tudo de novo, porque "a sua sessão expirou" :x
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